Da arte institucional às manifestações populares

Roteiro cultural: um dia para conhecer a identidade de Tangará da Serra.

Entre espaços institucionais, feiras e iniciativas comunitárias, a cidade oferece percurso que conecta tradição, arte e convivência

Localizada na região sudoeste de Tangará da Serra, a cerca de 240 quilômetros de Cuiabá, a cidade surgiu em 1959 a partir dos loteamentos das glebas Santa Fé, Esmeralda e Juntinho, áreas que pertenciam ao município de Barra do Bugres. O nome foi inspirado no pássaro tangará, ave conhecida por habitar a região da Serra de Tapirapuã. Mais do que um município marcado pelas belezas naturais, Tangará também reúne espaços que ajudam a preservar e contar sua identidade cultural.

A visita pode começar pelo Centro Cultural “Pedro Alberto Tayano Filho”, considerado um dos principais pólos artísticos do município. O espaço abriga o Teatro Municipal, a Biblioteca Pública Municipal e a Sala de Memórias, que reúne objetos, documentos e registros históricos ligados aos pioneiros da cidade. Além de receber apresentações e exposições, o centro funciona como um importante espaço de valorização da produção cultural local.

Ainda no início do roteiro, o visitante pode conhecer o Memorial dos Pioneiros, inaugurado em 2011 em homenagem às pessoas que participaram da construção histórica de Tangará da Serra. O monumento foi erguido no local do antigo cemitério municipal e guarda os restos mortais de cerca de 600 pessoas que fizeram parte da formação do município.

Seguindo o percurso, a Feira do Produtor localizada no centro da cidade, ganha destaque como um dos principais pontos de comércio e convivência do município. O espaço funciona tradicionalmente às quartas-feiras e domingos, a partir das 5h, com destaque para o tradicional salgado das madrugadas de domingo. A cidade conta também com a feira da Vila Alta, que atende toda a população da região.

Cultura viva nos espaços comunitários

No período da tarde, o caminho pode levar a iniciativas independentes, como o Ponto de Cultura Flor do Mato. O espaço desenvolve projetos de formação e valorização cultural por meio de oficinas, encontros e ações comunitárias voltadas às expressões populares. Mais do que visitar, a proposta é vivenciar a cultura local de maneira participativa.

Outro ponto que integra o roteiro cultural é a Casa de Rondon, antiga sede de abastecimento da Fazenda Tapirapuã. O local recebeu a comitiva do Marechal Cândido Rondon por volta de 1906, durante a instalação das linhas telegráficas da Comissão Rondon entre Cuiabá e Porto Velho. A casa também abrigou o ex-presidente norte-americano Theodore Roosevelt durante visita exploratória à região. Tombada como Patrimônio Histórico e Cultural de Mato Grosso em 2012, a construção preserva parte importante da memória histórica tangaraense.

Para encerrar o dia, o Parque Municipal “Ilto Ferreira Coutinho”, conhecido como Bosque Municipal, oferece um espaço de lazer e contato com a natureza no centro da cidade. Com área verde de 12 hectares, o parque abriga espécies da fauna local, como jabutis, cotias, tatus e macacos, além de trilhas sinalizadas, parque infantil e áreas de convivência. O espaço também é utilizado para educação ambiental, prática de exercícios físicos e socialização familiar.

O roteiro evidencia que, em Tangará da Serra, a cultura não se limita aos espaços institucionais, mas se espalha pelas ruas, praças e iniciativas comunitárias. O trabalho desenvolvido pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, por meio do Centro de Atendimento ao Turista (CAT), reforça esse movimento ao promover eventos, projetos e ações voltadas à valorização do patrimônio cultural e turístico da cidade. Assim, moradores e visitantes podem conhecer não apenas os espaços urbanos, mas também as histórias, memórias e tradições que constroem a identidade tangaraense.

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