Tangará atinge autonomia em processos ambientais 

Município passa a autorizar sistemas de irrigação, grandes confinamentos e loteamentos urbanos diretamente na prefeitura
Na foto temos a imagem de uma placa localizada em um terreno com mato verde e ao lado uma estrada de terra vermelha, o céu está bem azul e ensolarado. A placa está falando sobre o local ser um loteamento denominado “Reserva do parque II”, que está aberto para vendas.
Loteamento localizado no bairro Reserva do Parque II. Foto: Carlos Elias

Desde o dia 31 de Março, Tangará da Serra passou a obter autonomia máxima sobre os licenciamentos ambientais de grandes projetos. A partir da realocação realizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Estado de Mato Grosso (SEMMEA), Tangará passa a ocupar o grupo C, obtendo autonomia para autorizar localmente, empreendimentos como loteamentos de até 50 hectares e agroindústrias de grande porte, extinguindo a necessidade de tramitar processos para Cuiabá, assegurando mais agilidade e produtividade aos setores locais. 

Para esta mudança de categoria, o município precisou comprovar estar preparado tecnicamente e juridicamente por pelo menos três anos. Pois, segundo a Resolução do Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA), n°74/2025, a estrutura necessária para beneficiar a mudança, deve conter um corpo técnico qualificado com ao menos cinco analistas de nível superior voltados exclusivamente para licenciamentos, equipes de fiscalização com veículos próprios para rondas e vistorias, e programas voltados à conscientização, a fim de garantir que o crescimento não interfira no meio ambiente. 

Benefícios da nova classificação: 

A imagem apresenta uma placa de comercialização de lote. O céu está um misto de cores que variam entre azul claro e laranja. A placa está fixada no chão com matos em sua volta
Loteamentos à venda marcam o desenvolvimento da estrada São José. Foto: Carlos Elias

Com essa reclassificação, o setor de agronegócio do município obteve mais autonomia para gerir números maiores tanto de sistemas de irrigação, que agora contemplam áreas de até 800 hectares, quanto o setor pecuário, que passa ter novos limites para o confinamento de bovinos de corte até 7.500 cabeças e suinocultura, até 25.000 animais por ciclo. Já no setor de urbanismo, a prefeitura passa a gerir loteamentos de até 50 hectares, acelerando o processo habitacional e a expansão urbana. Outro ponto importante é a revitalização de estradas e vias públicas, que se tornam mais rápidas devido a extração de areias e cascalhos que passam a ser licenciadas pela própria SEMMEA, em áreas de até cinco hectares. Além destes, setores de serviços também foram beneficiados pela nova classificação.

“Ganhamos autonomia para ajudar a atrair investimentos para a economia local, pois a prioridade na análise dos processos aumenta, garantindo que o desenvolvimento da cidade aconteça de forma organizada e com responsabilidade ambiental”, destaca o engenheiro florestal Leonardo Leite Fialho Junior, 30 anos. Ainda, segundo Leonardo Fialho, o município já realizava licenciamentos desde 2013, no entanto, eram atividades consideradas mais simples de se analisar. Agora no grupo C, liberaram acessos a atividades consideradas de alto impacto local, como postos de combustíveis, loteamentos maiores, saneamento básico, e entre outros. 

Embora se tenha mais autonomia, a legislação mantém o acompanhamento para garantir a segurança ambiental, ou seja, a SEMMEA ainda cumpre seu papel de fiscalização, criando assim um sistema de dupla verificação, assegurando a rapidez nos processos, mas sem prejuízos ao meio ambiente.  

Produção: Carlos Elias

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