Vacina contra Chikungunya é aprovada e reforça prevenção da doença no Brasil

Vacina aprovada pode conter avanço da doença transmitida pelo Aedes aegypti
Mosquito Aede Aegypti em tamanho ampliado na borda de uma folha. Detalhes em preto e branco do mosquito.
Vacina Chikungunya. Foto: Comunicação do Instituto Butantan.

A aprovação da primeira vacina contra a Chikungunya no Brasil representa um avanço no combate à doença que afeta milhares de pessoas todos os anos no país. O imunizante foi desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva e recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025, após testes realizados nos Estados Unidos e análise de dados que comprovaram a produção de anticorpos.

Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a Chikungunya é considerada uma preocupação para a saúde pública, principalmente em regiões de clima quente e úmido, onde a presença do vetor é mais frequente. A vacina foi autorizada para aplicação em pessoas com mais de 18 anos e deve se tornar uma nova ferramenta de prevenção contra a doença. Por ser desenvolvido com tecnologia de vírus atenuado, o imunizante não é indicado para pessoas imunodeficientes ou imunossuprimidas, pessoas que tenham mais de uma condição médica crônica ou mal controlada (comorbidades) e mulheres grávidas ou que estejam amamentando.

Para entender os impactos da aprovação da vacina em cidades do interior, o profissional de saúde Alfredo Mathias Silva Gonçalves, que atua no município de Arenápolis, localizado no interior do Mato Grosso, destacou a importância da novidade para regiões com menor estrutura de atendimento. Segundo ele, a chegada da vacina pode contribuir para evitar surtos e reduzir o número de pessoas doentes. “É uma ótima notícia. A vacina pode ajudar muito os municípios menores, que têm menos estrutura para lidar com surtos. Com ela, dá para prevenir muitos casos e evitar que tanta gente fique doente”, afirmou.

A doença costuma causar febre alta e fortes dores nas articulações, que em alguns casos podem persistir por longos períodos. Como não existe um tratamento específico para o vírus, a prevenção é considerada a principal forma de combate. De acordo com o profissional de saúde, a vacinação pode ajudar a diminuir a circulação do vírus, protegendo a população antes do contato com a doença e reduzindo a possibilidade de transmissão pelo mosquito.

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