Em meio à rápida circulação de informações nas redes sociais, estudantes tem aprendido a reconhecer notícias falsas dentro da sala de aula. Nos dias 14 e 15 de abril, Na escola Jada Torres, o projeto de extensão Mídia Cidadã, desenvolvido pelos professores e alunos do curso de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), promoveu oficinas de educação midiática, levando aos jovens, ferramentas possíveis para analisar conteúdos, checar fontes e desenvolver um olharmais crítico sobre o que consomem e compartilham na internet.
Ao longos dos anos, os professores responsáveis pelo projeto, Rafael Marques, Rosana Alves e Eduardo Medeiros vem trabalhando em educação para as mídias, e já desenvolviam pesquisas e atividades voltadas ao desenvolvimento humano com ênfase em comunicacão interpessoal.
“Aqui emTangará da Serra, onde você tem um público grande, muitas escolas, acreditamos muito nessa questão de educação para uso de mídias como destaque na formação do cidadão, que trás uma possibilidade de melhora de qualidade de vida, no senso crítico, e, sobretudo dos alunos que se encontam em processo de ensino e aprendizagem, pois o reflexo disso aparecerá na sociedade, então a gente se articulou com a liberdade de cátedra que temos, sabiamente trouxemos nossos acadêmicos para partilhar saberes ”. Explica Rafael.

Oficinas e pensamentos críticos
Dentro das escolas, o projeto busca estimular o pensamento crítico dos estudantes diante do grande volume de informações que circula diariamente. Para Rafael Marques, o principal objetivo é promover reflexão sobre o consumo de conteúdos.
Na atual conjuntura, segundo o professor Rafael, há uma enxurrada de informações, tornando muito difícil um sujeito comum, identificar o que é certo, o que é errado. Fake news emula uma notícia, se apropriando da credibilidade do jornalista para passar uma informação falsa, então se o aluno for bem orientado, ele vai ao mesmo tempo desenvolver um senso crítico e propagar essa ideia. A escola, nesse contexto, assume um papel importante na formação de cidadãos mais críticos e conscientes. A aproximação entre universidade e ensino básico também fortalece esse processo. A escola é uma instituição social, que vai ser estruturante no processo educacional, então se um curso de comunicação, de jornalismo, vai até a escola e leva a ideia de extensão, agindo como um vetor na vida desses alunos que se formam, tem família, tem trabalho, se tornam líderes de opinião, com senso crítico fazendo a diferença. A expectativa é que ações como essa tenham impacto também a longo prazo, contribuindo para uma sociedade mais consciente em relação a gênesis da informação. Por fim, destaca a necessidade de um profissional da comunicação dentro da escola, não havendo essa figura, suplanta-se essa brecha na tentativa de trabalhar e contribuir e/ou atribuir sentido as informações de recebem, sendo importante também para eles, futuros formadores de opinão.
Para Irene Lopes, de 48 anos, acadêmica do curso de jornalismo que ministrou uma das oficinas, a motivação para participar do projeto está diretamente ligada ao contexto atual de circulação de informações.
“É importante esclarecer tanto pessoal, quanto individualmente para os alunos identificarem o que é fake news, principalmente agora no ano eleitoral.” Afirma Irene.
Ao assumir o papel de quem ensina, Irene destaca a responsabilidade de orientar os jovens e a importância de ser uma referência confiável. Se faz necessário orientar os jovens, para que possam ter o referencial da verdade, visto ser difícil identificar o Fake e o Fato. Justicado então a presença da Unemat trazendo o KnowHow do curso de jornalismo, facilintando identificar o que é verdadeiro, ou falso e fontes de confiança. Algumas estratégias utilizadas em sala de aula tiveram boa recepção dos alunos e ajudaram na compreensão do tema. A disputa do ‘show do milhão’, como dinâmica perceptiva de attitudes corretas, registrando boa interação com os acadêmicos. Como resultado, a participação no projeto também contribuiu para formação acadêmica e pessoal dos que ali estiveram, especialmente no contato direto com o jovem aprendiz, culminando em uma experiência enriquecedora.

A percepção dos jovens também reforça o impacto das oficinas no ambiente escolar. Para Gabriela Salviana, de 14 anos, a atividade trouxe aprendizados importantes sobre o consumo de informações no dia a dia.
Após participar da oficina, ela afirma que passou a ter mais atenção ao analisar
conteúdos, especialmente nas redes sociais.
“Com certeza, agora eu sei que não devemos só ver, que devemos checar as fontes, e ler direito, ainda mais se for um texto grande, e não analisar somente e as letras grandes do título.” Ressalta Gabriela.
Antes do contato com o projeto, o hábito de verificação ainda não era constante. Segundo ela, pesquisava, mas não era uma pesquisa certa, costumava checar apenas de vez em quando, quando prendia minha atenção. Para a estudante, iniciativas como essa deveriam ser mais frequentes dentro das escolas. Ficou constatado que ninguém averigua a fonte e a veracidade das notícias. Ao refletir sobre o tema, Gabriela também aprendeu e recomenda que para evitar a desinformação deve-se checar todas as informações possíveis, e procurar fontes confiáveis e verificáveis, jornais com informações verdadeiras e credibilidade no mercado de notícias.



