Tangará da Serra acolhe evento que reuniu moradores para exibição de curtas-metragens e debate sobre representatividade

No dia 14 de junho, o Cineclube Alto da Serra realizou uma sessão especial em celebração ao Mês do Orgulho LGBTQIAPN+. O evento reuniu moradores para a exibição de curtas-metragens e uma roda de conversa sobre representatividade, pertencimento e inclusão.
A ação contou com a parceria do Movimento D.I.V.O. – Diversidade, Identidade, Visibilidade e Orgulho – e do Pontão de Cultura Flor do Mato, com o objetivo de ampliar o acesso à cultura e incentivar o diálogo por meio do cinema. Idealizado por Victor Nascimento, o projeto surgiu a partir de um edital de incentivo cultural e busca fortalecer o cineclubismo no interior de Mato Grosso. Além das sessões, a iniciativa também promove atividades formativas voltadas ao audiovisual.
Segundo Victor, o cineclube vai além da exibição de filmes, “A ideia do projeto é democratizar o acesso aos filmes, mas também debater como eles são feitos e do que eles falam” , relatou.
Durante a sessão, foram exibidos três curtas-metragens que apresentaram diferentes experiências e perspectivas. A seleção buscou contemplar múltiplas narrativas em um curto espaço de tempo. A ideia foi “colocar o maior número de vivências possíveis, os filmes foram escolhidos pensando em uma diversidade de formatos e histórias”, explicou.

A participação do público surpreendeu a organização do evento. Para Victor, a parceria com os coletivos envolvidos ajudou a alcançar pessoas que ainda não conheciam o projeto. Entre os participantes estava Camila Silva, estudante de Letras, destacou a importância de iniciativas como essa. “É um lugar de acolhimento e pertencimento. São nesses espaços que conseguimos nos expressar e compartilhar experiências.” afirmou.
Gustavo Martins, estudante de Psicologia, considera encontros como este um espaço para fortalecer laços e promover integração. “É ótimo ter espaços onde as pessoas possam conversar, se sentir acolhidas e realizar atividades juntas”, afirma.
Os filmes também provocaram reflexões entre os espectadores. Um dos curtas abordou a experiência de uma pessoa com deficiência visual, ampliando as discussões sobre inclusão. Tangará da Serra é frequentemente vista pelos moradores como uma cidade conservadora, ainda assim, os participantes acreditam que ações culturais podem abrir caminhos para o diálogo e a construção de ambientes mais inclusivos.
“Só de existir um espaço para conversar sobre isso, alguma mudança já pode acontecer”, afirmou Gustavo.
Além das exibições, o Cineclube Alto da Serra pretende realizar oficinas sobre cineclubismo durante o mês de julho, incentivando a formação de novos grupos e ampliando o acesso à produção cultural na região.
Repórter: Danielly Salvador – Redatora: Vanessa Amorim – Design: Carlos Daniel Pita



